segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
a espantosa realidade das coisas #2
Este blogue já viu tantas passagens de ano, aqui já fiz desejos, já critiquei os mesmos, mais os seus festejos, o foguetório, as promessas; já fiz reflexões profundas sobre o gosto que tinha em estrear um nova agenda, um novo calendário; já lembrei passagens de anos extremamente felizes e outras angustiantes em que a esperança de um novo calendário nada alterou; já esmiucei opiniões de pensadores e com eles concordei. E nisto chegamos a 2022. E não desejo nada, não prometo nada, não prato pratos mas alegre-mo com as cores no ceú estrelado e fico espantada com a realidade das pequenas coisas, com um lamento profundo por quem já não está e por quem vai desperecendo « porque o tempo da nossa infância não se cansa de acabar. ficamos sozinhos.*»
este blogue tem a grande função de acompanhar, de relembrar, de não deixar esquecer as pequenas realidades que gosto e a maior parte das vezes é tão bom voltar aqui e lamento (só um bocadinho) não ter apontado algumas coisas desde agosto, porque tive que aproveitar para refletir e escrever sobre a fotografia como lugar de memória, e tanto que me perdi na memória individual e coletiva de Halbawchs, mais a câmara clara de Barthes, os ensaios de Sontag e Whitman...e tantas coisas interessantes sobre a fotografia e que memórias estas despoletam.
mas ainda é tempo, porque tirei umas fotos e fiz uns shazam ( god bless)
livros: jangada de pedra ( josé saramago), o infinito num junco (irene vallejo) , a cidade e as serras (eça de queiroz), sakura ( catarina fernandes) e todos os artigos, ensaios e teses...para a tese.
música : sou das que não consegue ler e escrever com som, distraí-me logo mas continuo a ligar o rádio nas três da manhã e no extremamente desagradável, mais uma ou outra que os miúdos ouvem e curtem e a fazer shazam de músicas que passam em séries ou em filmes como esta de uma série belga do canal 2 - unidade 42 - jasper steverlinck. e outras do canal 2 que agora não me lembro o nome. olha havia de haver um shazam para isso também!
filmes: tirando a fase dos deste natal nem estou lembrada de nenhum assim sem ser repetido..daquelas horas quando o sono está a chegar!!upsssss, mas vi alguns episódios do reset da bumba e adorei o do Hugo Van der Ding e do Valter Hugo Mãe*
e depois antes do ano passado ter chegado ao fim vi luzes de natal, muito mar e o jardim de sophia, a restaurada igreja de santa clara..e mais qualquer coisa absorvida nas redes sociais.
é isto. continuemos.
« o blog vai iluminando o caminho do seu autor. é essa a sua virtude» - josé saramago
domingo, 1 de agosto de 2021
o dia inicial
No dia 8 de abril de 2011, estive com Otelo Saraiva de Carvalho na escola em que estava a dar aulas, no âmbito das celebrações do 37º aniversário da revolução, onde este fez a apresentação do seu livro O Dia Inicial e nos falou como foram aquelas horas essenciais para a libertação do país de uma longa ditadura. Quando contei sobre isso aqui no blogue referi as mil e uma vezes em que usou a expressão pá, camaradas pá e o abraço de camarada de guerra colonial na Guiné entre Otelo e o meu pai. Nestes tempos estranhos em que se começa a preparar os 50 anos da revolução, ouvi no outro dia num programa de rádio, alguém comentar sobre a importância do dia da revolução, e como essa celebração começará a ser vivida de outra forma, quando os capitães de Abril já não estiverem aqui. Em pensamento concordei imediatamente. E agora se vê, que no final dos dias, apesar de caberem tantas vidas dentro de uma só pessoa, não há silêncio, nem luto nacional que deveria ter sido para Otelo e para todos os que tornaram limpa uma madrugada livre na qual hoje todos vivemos.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
vai o viajante #20
terça-feira, 27 de julho de 2021
vai o viajante #19
sexta-feira, 16 de julho de 2021
euro 2020-21
A squadra azurra venceu o campeonato europeu de futebol. A seguir claro, a Portugal era a minha equipa preferida. Este campeonato foi meio estranho mas ao mesmo tempo foi tão bom. Este blogue já dura há não sei quantos campeonatos e eu adoro sempre os hinos, a união entre jogadores, o ânimo que a festa do futebol transmite ( às vezes ânimo a mais) e o quanto entretém. Ver um estádio cheio de pessoas sem máscara a abraçarem-se num golo causa agora uma de duas reações eehhhhhhhhhhhhhhh e o quê o quê ??lá não há covid!!!!!!! Bom, a UEFA viu que este modelo de campeonato em não sei quantos países não funcionou ainda mais neste contexto de pandemia. A inglaterra estava à espera que a taça ficasse em Home mas ela foi para Rome. Eu que não vi futebol, todo um ano, a não ser o final da taça braga vs benfica vi quase todos os jogos e adorei que a itália tivesse sido a vencedora.










