sábado, 5 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
d. teresa
Movida pela curiosidade não resisti em pegar-lhe. Há algum tempo que tenho pensado no inicio da História de Portugal e que D. Teresa não era somente condessa de portucale, entregue por dote de casamento, e muito menos alguém preso num castelo por vontade do filho que se tornaria no primeiro rei de Portugal.
A História não se faz de faits-divers, e este livro está cheio deles, e de diálogos muito pouco prováveis para a época histórica em questão. Todavia a História nem sempre é justa e verdadeira para com os seus protagonistas e sendo assim, por vontade de quem a escreveu, há fortes sobre os quais não reza, justamente, a História.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
vai o viajante # 4
Era um dia de chuva e desencanto. O viajante pensava que o desencantamento que
sentia seria bom, afinal ele esvazia, liberta, desprende. E a viagem decorria
pelo pensamento. Mas decidido entrou no carro e fez-se à estrada. Não as
secundárias em que se perde e encontra, mas as diretas a um destino, menos encantadoras
mas rápidas. Em poucos momentos as paisagens transformam-se, as montanhas dão
lugar às planícies, o manto verde torna-se amarelo, mas para já o objetivo do
viajante é encontrar o azul . Vai confiante e desprendido, pronto para
chegar a um lugar que entretanto ficou menos nítido na sua memória. Com certeza
que na imensidão deste pequeno quadrado
irá se surpreender com novos lugares, é disso que o viajante gosta. A viagem
continua. Encontrará poemas num qualquer banco de jardim.
Ser doido alegre que maior ventura!
Morrer vivendo pra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura.
Que nem na morte crê, que felicidade!
António Aleixo - Ser Doido Alegre in , Este livro que vos deixo.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
vai o viajante # 3
Vai o viajante percorrendo a estrada que o fará chegar, não a um local desconhecido, mas a um local que tem algo único, que agrega paisagem natural e edificada, como o viajante acha que nunca viu. Já lá esteve num fim de tarde em que o sol a pôr-se inundou de luz rosada o cenário conhecido há anos pelos livros e com o qual se encantou. Nesse dia não tinha levado a máquina que eterniza imagens e por isso comprometeu-se voltar. No caminho temeu não encontrar a mesma luz, temeu não encantar-se, temeu que o tempo não voltasse atrás. Ao chegar nada havia a recear. Da mesma forma o viajante ficou surpreendido com a pedra de um edifício simples, robusto, pleno de símbolos de um tempo há tanto passado. Há volta do mesmo , ergueram-se outros edifícios, ruas estreitas, uma pequena praça, caminhos que levam peregrinos a um “lugar” maior, uma estátua construída pela imaginação dos homens sobre o outro que deu nome à terra – S. Pedro de Rates. O viajante não consegue encontrar muitas palavras para descrever o que viu. Vinha a pensar nelas quando se perdeu no caminho. E teve que acrescentar, ao seu pensamento, tantos nomes de terras e falar com tanta gente que estava em silêncio, até encontrar o seu caminho. A viagem continua.
" A memória do passado vive na alma da gente e nas pedras que erguem a História."
domingo, 9 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
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