sexta-feira, 27 de março de 2015

universo e poeiras

Passam oito anos sobre o que marcou para sempre a minha vida. Nem sei que termo usar, não por medo das palavras, como doença, mas foi ou é todo um acontecimento ou momento prolongado, que  não permite  fixar uma data porque é toda uma época... Avancemos. 
Oito anos é tempo, às vezes parece uma eternidade, outras parece ontem, a maior parte das vezes é somente como as  palavras de Saramago “ ainda que os relógios queiram convencer-nos do contrário, o tempo não é o mesmo para toda a gente…” neste tempo há realmente momentos que não esquecem e mais que momentos há pessoas. Quando nos acontece algo deste "género", temos todo um universo de pessoas a rodearem-nos. As que prestam a sua solidariedade amiga ou a de cortesia , as que se surpreendem com a fragilidade do corpo, as que nos fazem companhia, a família alargada, os amigos, os colegas de trabalho, os alunos, os amigos dos pais, os vizinhos, os conhecidos…e isso é importante e extenuante também, mas faz parte. Depois todos seguirão com as suas vidas, naturalmente, e ficam poucos, uma espécie de poeira cósmica na imensa galáxia do universo. E a esses, devo tudo. Nunca as palavras serão suficientes para agradecer as vezes que me limparam as lágrimas, que choraram comigo, que me fizeram rir, que me pegaram ao colo, que me empurraram , que disseram que estava linda (quando era o verdadeiro mostro das bolachas), que me fizeram as vontades e que estavam, como eu, sem chão. A estas “poeiras” que foram uma luz de estrela na minha vida, passem os anos que passarem, estarei eternamente agradecida.

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